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Associação dos moradores do Anchieta e Cruzeiro

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Para que serve a Amoran?

Algumas reflexões sobre o  “ser cidadão” no contexto de uma associação de bairro.

 

Começamos nossa reflexão a partir da frase de Lúcio Costa: “A cidade é a expressão palpável da necessidade humana de contato, comunicação, organização e troca”. Na Amoran acreditamos nisso: quando entramos em contato  com o outro, nos unimos, nos organizamos e trocamos experiências, damos o primeiro passo para  a resolução do problema que nos aflige.  Nossa experiência nos confirma que do conjunto de idéias e da contribuição de cada um, do apanhado de vivências,  da união das redes de contato, da  força  da união, surgem iniciativas e soluções. O dicionário Aurélio define o “cidadão” como  o “habitante da cidade”. Na Amoran gostamos mais da definição da Wikipedia americana que indica que a cidadania nos dá um sentimento de pertença. Pertencemos à cidade, ao país, ao mundo. Somos cidadãos. Mas, principalmente, pertencemos ao nosso bairro. É nele que temos problemas com a rede de esgotos, com os passeios detonados, com a quebra da Lei do Silêncio, com o cocô dos cachorros dos vizinhos, com a indevida rota do ônibus em uma rua estreita, com os furtos dos rádios dos nossos carros, com o furto dos nossos carros que não cabem nas garagens, com a falta de vagas nas ruas das nossas casas  e tantos outros. É no nosso bairro que sofremos na pele a necessidade de políticas públicas e urbanas e de códigos de postura que solucionem ou pelo menos minimizem as situações que perturbam a nossa tranqüilidade e a nossa paz. O indivíduo, no gozo dos seus direitos civis e políticos e no desempenho de seus deveres, muitas vezes sente-se só. A grande metrópole  é uma ameaça da qual a gente tenta se proteger se isolando.  Na Amoran acreditamos que, estando  junto de outras pessoas com os mesmos anseios e necessidades,  é que conseguimos ultrapassar as aflições da cidade grande.  Quantas vezes recebemos telefonemas de moradores indignados com uma nova lei, um novo decreto, ou com a falta de providências do poder público  e querendo  saber, quase exigindo, uma posição da nossa  associação.  O que podemos responder a estas pessoas?  Respondemos que  se estamos sós, então pensamos como o letrista do Skank, Chico Amaral: “A  nossa indignação é uma mosca sem asas. Não ultrapassa as janelas de nossas casas” .  Mas se estamos unidos, associados,  então há esperança.  Podemos nos agregar em núcleos de vizinhos que se protegem, podemos reclamar em uníssono das políticas que nos afetam, podemos  reivindicar com voz forte as providências que nos interessam. É para isso que uma associação de bairro serve: para dar asas à nossa indignação e fazê-la ultrapassar as janelas de nossas casas.  É nisto que acreditamos. Sempre há um jeito quando muitas pessoas querem juntas o que parece tão improvável!  Na Amoran abonamos aquele velho ditado...Acreditamos que  a união faz a força!  Quanto a todo o resto  que ainda  precisa ser refletido nos colocamos à disposição e  ficamos aguardando a sua contribuição e a sua participação. E, enquanto esperamos os que estão em consonância  conosco, seguimos fazendo o que podemos fazer. Aqueles  que se sentirem dispostos a sair da sua “zona de isolamento”  ou  da sua “zona de conforto”, são bem vindos para juntos, fazermos o que precisa ser feito. Pois sabemos:  juntos somos mais. Mais fortes, mais eficientes, mais cidadãos.